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Local: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil

Pensava em ser um Lawrence Olivier, ou um Orson Welles, e me tornei um seguidor de Van Gogh. Já escrevi fotonovelas, fiz teatro infantil e adulto. Aos 39 anos comecei a pintar... E asssim venho me expressando sem fronteiras, descobrindo que sou um artista.

16.6.06

Segunda-feira de carnaval....

Paisagem do Rio

Segunda-feira de carnaval deste ano de 2005 chegou mais cedo precedida de uma madrugada chuvosa. Depois de me levantar e tomar meu café matinal, resolvi sair na esperança de encontrar uma loja de departamentos a fim de comprar uns cds regraváveis para que assim eu pudesse resolver algumas dúvidas de erros de gravação, já que meu computador se negava terminantemente a gravar fotos de meus quadros para serem enviados para o exterior, mostrando meu trabalho para marchands estrangeiros.
Nada feito, todo comércio estava fechado e nas ruas por onde passei só avistei os esqueletos de carros alegóricos das escolas de samba que haviam desfilado na noite de domingo. Só me restava voltar, quando deparei com um restaurante milagrosamente de portas abertas que deixavam escapar um “cheirinho delicioso” de uma boa comida tipo caseira. Resolvi entrar e preparar uma daquelas “quentinhas” para comer mais tarde quando eu já estivesse em casa., já que até aquele momento a fome ainda não se manifestára. Subi a ladeira carregando o pacote que ainda exalava aquele cheiro que me conquistou de imediato. Assim que coloquei os pés no batente da porta o estomago me enviou um sinalzinho que resolvi atender chegando na cozinha, já que decidira descansar assistindo um daqueles filmes que a tv. A cabo anuncia como se fosse a mais recente novidade do mundo do cinema. Liguei a televisão e anotei que um velho filme de Olívia de Havilland de nome bem sugestivo “Só resta uma lágrima “ para se assistir em uma tarde triste e solitária, Não demorou muito para que a exibição começasse, embora no principio eu tentasse prestar bem atenção no que estava acontecendo, uma sonolência indesejável procurava tirar minha atenção da telinha,. Depois de uma luta renhida consegui expulsa-la e comecei a prestar mais atenção com os olhos bem abertos procurando não mais perder nenhum detalhe importante , porém uma visita inesperada tocou a campanhia e me afastou por pouco tempo de frente da tv.Voltei correndo para minha posição anterior procurando evitar conversa fútil e ignorei por alguns minutos a visita e consegui chegar finalmente ao momento final com meus olhos lacrimejados por me lembrar da primeira vez que assisti a essse melodrama no hoje inexistente poeira de nome “Floresta” que freqüentávamos, eu e meu imão nas matinês de todos os domingos, e por muitas vezes também as quintas-feiras escondidas de minha mãe, que nesse horário trabalhava como “ordideira” na fábica Carioca da extinta Cia. América Fabril. Foi nesse cineminha do Jardim Botânico, bairro em que nasci que conheci Alice Faye e que desde então me acompanha nas minhas noites de solidão cantando através de seus discos, para que o meu sono seja mais tranqüilo esperando por mais um dia que se faça chegar .Mais isso é outra história cujo tema retornarei para que vocês venham a conhecer melhor aquela que faz os meus dias e noites suportáveis na esperança de que dias melhores virão.

DALLIER